Nacos de pão espalhados sobre a mesa. Gotículas de café manchando a toalha de algodão. Jornais rasgados aqui e acolá. Livros jogados pelos cantos. Soluços vindos de algum lugar qualquer. Lágrimas banhando o carpete cor de creme... Chorava por um amor a muito perdido, sofria por um rapaz sem um pingo de caráter. Porque minha jovem? Tão bela, mas mesmo assim tão sozinha. Ingênua era ela, céptico era ele. Difíceis de se completar; partes diferentes da laranja tentando se juntar, admito que está eu nunca vi. Vá entender o amor, ou melhor, para o inferno com ele. Prejudicando vidas inocentes, arrancando a felicidade pela raiz. Naufragando navios, enviando tempestades a vales ensolarados e de inverno longínquo. Deixo-os em paz, não vê o que faz? Não merecem isto, não merecem este sentimento demoníaco, este monte de sofrimento.








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